Ministério da Saúde alerta: A vacina é a única medida eficaz contra o Sarampo
         
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Ministério da Saúde alerta: A vacina é a única medida eficaz contra o Sarampo

on 02 Setembro, 2019

O sarampo é uma doença infecciosa grave, causada por um vírus (Morbilivirus), que pode ser fatal, principalmente para crianças menores de cinco anos, e pessoas desnutridas e imunodeprimidos (sistema imunológico enfraquecido). Em todo país, são 2.331 casos confirmados de sarampo em 13 estados: São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco, Santa Catarina, Distrito Federal, Bahia, Paraná, Maranhão, Rio Grande do Norte, Espírito Santo, Sergipe, Goiás e Piauí.

Portanto, o Ministério da Saúde informa que as pessoas que irão viajar, tanto para destinos nacionais quanto internacionais, devem se certificar que estão em dia com as doses da vacina tríplice viral, que protege contra sarampo, rubéola e caxumba, conforme previsto no Calendário Nacional de Vacinação, do Sistema Único de Saúde (SUS).

No Brasil, a recomendação é de duas doses a partir de 12 meses a 29 anos de idade; e uma dose para a população de 30 a 49 anos de idade. Também há uma recomendação do Ministério da Saúde de aplicar uma dose extra, a chamada ‘dose zero’ em crianças de seis meses a 11 meses e 29 dias. Esse público está mais suscetível a casos graves e óbitos.

Além de pegar sarampo, a pessoa também pode transmitir para outras pessoas, principalmente durante os deslocamentos em avião, ônibus e metrô. A transmissão ocorre de maneira muito fácil e rápida. Basta que a pessoa sem imunidade, ou seja, que não tomou as doses necessárias da vacina e nem teve a doença, tenha contato com gotículas de pessoas doentes, por meio de espirro, tosse, fala ou respiração próxima. Locais fechados e com grandes aglomerações de pessoas são ambientes favoráveis à transmissão do vírus do sarampo. A doença é tão contagiosa que uma pessoa infectada pode transmitir para 90% das pessoas próximas, que não estejam imunes.

O contágio pode ocorrer entre quatro dias antes e quatro dias após o aparecimento das manchas vermelhas pelo corpo da pessoa já infectada. Caso ocorra a contaminação pelo vírus, é importante que a pessoa perceba os sintomas e, ao chegar ao destino final, procure imediatamente uma unidade de saúde e informe ao médico quais foram os destinos da viagem. A partir do caso suspeito, o Ministério da Saúde juntamente com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) inicia o bloqueio vacinal, ou seja, faz busca ativa de todos os passageiros que estiveram no mesmo voo.

Antes da viagem para áreas de risco, as pessoas (adultos e crianças)  devem tomar alguns cuidados, tais como, localizar a carteira de vacinação e se necessário, tomar a dose da vacina contra sarampo, com pelo menos 15 dias de antecedência à viagem. Além de estar com a situação vacinal atualizada, o viajante deve incluir o cartão de vacinação entre os documentos da viagem.

A única maneira de evitar o sarampo é por meio da vacina. O SUS oferta a vacina tríplice viral, que é segura e protege contra todos os genótipos do sarampo circulantes no mundo. Todas as vacinas e soros disponíveis nas unidades públicas de saúde passam por rigoroso controle da qualidade até chegar às mais de 36 mil salas de vacinação do país e à população. A certificação da vacina é de responsabilidade do Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde (INCQS), unidade técnico-científica da Fundação Oswaldo Cruz.

 

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 Fonte: Ministério da Saúde